quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Bem... retomando o blog que havia sido abandonado por excesso de falta de visitas...

Vamos resenhar um pouco pra mudar a cara disso aqui, porra (sim, agora o dalhe blog vem com 35% a mais de ofensas para vocês, caros leitores inexistentes). Muito tem sido discutido nos últimos 20 dias sobre a vida, o universo e tudo mais, mas poucas coisas tiveram consenso de todos como o que eu irei falar aqui logo após essa introdução longa e cansativa.
É muito estranho analisar pessoas que se dopam de drogas diferentes das suas. Não estou falando só das proibidas por lei e adoradas por freqüentadores de DCEs e DAs. Falo também das que as pessoas acham ser algo extremamente comum e aceitável, pois, normalmente, não podem ser condenadas por lei ou qualquer outra pessoa. Muitas pessoas se viciam sem ver, em festas, álcool, mulheres, estudos e milhões de outras coisas que eu não estou com muita paciência de ficar pensando pra encher lingüiça. Tudo não passa de um jeito de fugir, mesmo que por algumas horas, de uma realidade que não consegue aceitar, pois atualmente tudo fica mais difícil sem um escape. Não estou criticando os que têm essa característica (afinal, se você conhecer alguém que realmente esta imune a isso, ele deve ser uma pessoa bem chata), e sim as pessoas que tomam esse vicio em proporções tão grandes que começam a afetar o próximo ou até mesmo tentar prejudicá-los.
Não sei se é porque eu realmente não me importo com o que passa na vida das pessoas que não estão a minha volta, se é porque eu sou desligado ou se é por cultura própria eu achar uma babaquice torcer pelo fracasso alheio. O desejo alucinante pelo sucesso que alguns têm como objetivo de vida faz com que eles passem por cima de tudo e todos para conseguir suas metas. Mas eu fico pensando, “e ai? Quando você estiver no topo, com quem você irá comemorar?”. Possivelmente o máximo que você irá receber são alguns apertos de mão, tapas nas costas, e uma garrafa de whisky (a única parte boa dessa história). Ai vai passar um tempo, você irá ver que a maioria dos cumprimentos que recebeu, na verdade foram de pessoas que farão qualquer coisa para estar no seu posto social. Mas você sempre terá o conforto de sua casa, de seus filhos que você só os vê dormindo ou em almoços de domingo (isso quando você não estiver trabalhando), de sua mulher que,mesmo que não diga, é extremamente frustrada por não ter o companheiro que ela queria do lado dela (ou então não. Ela pode muito bem ter um amante e ter suas contas de motel pagas pelo maridão), ou então de sua incrível casa de 3 andares dos quais você só conhece o quarto, o banheiro e a cozinha.
Nessas horas eu me pergunto o que eu prefiro: ser lembrado em paginas de jornal ou em conversas de boteco. Na verdade eu não me pergunto porque eu já estou cansado de saber a resposta. Não tenho interesse nenhum de ter um sedan de luxo, uma casa no alphaville e saber diferenciar um vinho da Itália de um da Escandinávia. Não que isso não seja interessante, mas escolher entre isso e as pessoas que estão a minha volta é a mesma coisa de você perguntar para um atacante se ele gosta de fazer gols. Acho que isso tudo que vivemos, crescemos e aprendemos, nada mais é que um constante, duro e cansativo aprendizado, pois a grande graça disso tudo, é que a maioria das coisas não tem graça nenhuma.
Bem no mais do menos, e no somar das subtrações era isso mesmo que eu queria falar. Se você ficou puto por achar que se enquadra na minha critica, ignore, porque como você já pensou varias vezes, você é “melhor” do que isso. Se você ficou puto de ter perdido seu tempo lendo um texto qualquer enquanto podia estar jogando freecell, bem, eu não te forcei a nada. E é isso, enrolei um pouco a mais só pra dar uma pagina inteira do Word pra ninguém falar que os posts são muito pequenos.

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